segunda-feira, 19 de outubro de 2009

VOS

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VOS Y TU MALDITA FALTA


Tal vez me vaya
y también sin vos.

Porque ya es muy tarde
son casi las dos,
casi noche entera
toda madrugada y con los sueños afuera
me perdí sin vos:

ya me voy de nuevo
son casi las dos
todos son ausentes
inclusive vos

Cristina

Meditação para recuperar Tempo

flickr.com/photos/stella_foto/1505090366/


MEDITAÇÃO
para recuperar Tempo

Veja a altura dos prédios
e o cansaço frio de seus corpos gigantes:
guardam corações de sangue
que riem e choram através do Tempo.

Veja os fios elétricos e mal cuidados
servindo de varal para pombos exaustos:
a chuva balança-os como cordas
e neles penduram-se pensamentos ilegíveis.

Faça espaço no corredor da agitação
como sobrevivente no meio da mata.
Escute o som do silêncio assustador
com sua língua de pacífica quietude:
ele está dentro de você
esperando para ser ouvido.
Respire, sinta o corpo, ouça a música:
a sua, de mais ninguém.

Aponte
o seu telescópio para o Universo,
esse que o leva num instante
para a estrela mais longínqua
fazendo dela sua casa mais próxima.

Você deu-se Tempo.
Só você mesmo pode!


Cristina

terça-feira, 13 de outubro de 2009

divabenevidespinho.ecn.br


San Pablo Ciudad



Hay una soledad entrañada

en tus calles llenas de gente:

un silencioso "quién sabe"

que crece como por dentro,

estirando su lengua de miel

e invadiendo.


Hay un archivo infinito

de rostros y de misterios

que paseas por tua calles

todos los días

y todas las noches.

Pasan los cuerpos impávidos

pareciendo marionetas.


De alguna manera inexplicable

y humana

yo trato de agarrarlos, de absorverlos

en las largas pistas grises

de tus asfaltos y baldozas;

como si fuera posible esquivarse

del pasar del tiempo

y las cosas se hicieran eternas

al tocarlas con los ojos...


Escalo tus rascacielos

como si fuera una araña,

imaginando

los cansativos hombres de negocio

que abrigas en tu útero gigante.

Los veo por las ventanas

petrificados en sus trajes perfectos

tratando de olvidar que son gente

y creyéndose invencibles...


Entonces vuelvo a bajar a tus calles

y a sentir las caricias que me haces

con tus luces mal acabadas;

y agradezco la duda que me traes:

esa duda enorme de ser lo que se es
(lo qué se es?),

como tantos corazones palpitantes

audaces,

infantiles,

incansables;

que te caminan irreprochables

y se adueñan de vos todos los días.

Principalmente, todas las noches!


Cristina


quinta-feira, 11 de junho de 2009




Quem sabe?


Talvez

desde perto do teu vulcão

aberto
eu sonhe com abrir mão

de todo o frio.

E queira entrar

e ver por dentro

teus esconderijos.


Se permites a invasão

do teu fogo sem limite

-quem sabe?-

o que um dia acreditaste

que nunca iria ser;

o que esqueceste de mim,

o que deixaste

por achar que não seria possível

tome as asas e apareça

e mude todo o deserto

e sem mais nem menos floresça!


Cristina

sexta-feira, 8 de maio de 2009

fotografia copiada de : thiaguinhooak.wordpress.com/.../
ESTAÇÃO
Creio num frio que conheço
velho como a gana do encontro.
Acho seu casaco pendurado.
Fecho seu caderno rasurado.
Todos seus contornos me subornam
quase parecendo uma lareira:
saio deste outono aventurado
e entro nesse inverno esfarrapado.
Quase que acredito no passado.
Mas tu me apareces sem recado:
sol que abranda o sangue como fado
volto a ver o frio no telhado
belo, todo meu, desajeitado.
Peço-te os invernos encantados,
chuvas e verões ensolarados.
Nada de calçadas sem suborno.
Tu: pronome meu, por ti deixado.
Cristina
foto copiada de:


DIALÉTICA

e Ausência


Alieno-me de ti

facilmente

por causa de um viés

quase exausto.

Tem medos

e fantasmas

e casos

daqueles que tem dentes

e braços.

Procuro-

te sei

e te acho

por tudo que tu es

sem cansaço:

sem sombras com certezas

e espasmos

mas dono de um viés

feito abraço.


Cristina