
Quem sabe?
Talvez
desde perto do teu vulcão
aberto
eu sonhe com abrir mão
de todo o frio.
E queira entrar
e ver por dentro
teus esconderijos.
Se permites a invasão
do teu fogo sem limite
-quem sabe?-
o que um dia acreditaste
que nunca iria ser;
o que esqueceste de mim,
o que deixaste
por achar que não seria possível
tome as asas e apareça
e mude todo o deserto
e sem mais nem menos floresça!
Cristina